Capa do Artigo Sistemas de Amortização para Advogados: Price, SAC e SACRE do Cálculo Jurídico para Advogados

Sistemas de Amortização para Advogados: Price, SAC e SACRE

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30 Petições Previdenciárias usadas em casos reais que deram certo

Se tem uma coisa que tira o sono dos advogados é o tal do sistema de amortização.

Só de ouvir falar em Price, SAC, SACRE, Gauss, MEJS e MAJS chega a dar um arrepio, verdade?

Não tem como fugir, se você quer ter sucesso na advocacia bancária, você precisa conhecer esse tema de cabo a rabo.

Mas pode relaxar que você está no lugar certo!

Hoje você vai descobrir tim-tim por tim-tim tudo sobre sistemas de amortização.

Olha só tudo o que você vai ver aqui hoje:

  • O que é Amortização?
  • Quais são os tipos de sistemas de Amortização?
  • Quais as diferenças entre eles?
  • Comparativo Final: Price, SAC e SACRE!
  • Como resolver o recálculo?
  • E muito mais!

Uma maravilha, concorda?🤩

Com todas essas informações, só vai faltar a dica que está nesse vídeo aqui embaixo pra ficar 100% confiante ao realizar qualquer cálculo de empréstimos e financiamentos.


Gostei, quero conhecer agora

Com tudo isso, você vai aumentar os lucros do seu escritório atendendo a uma das maiores demandas bancárias do mercado!

Então bora entender o que é amortização.

O que é Amortização?

Não tem segredo! Amortizar é liquidar, pagar uma dívida.

Ao realizar um empréstimo ou financiamento, o cliente deve devolver à instituição financeira o valor principal acrescido de juros e outras despesas, certo?

Cada parcela tem um valor de amortização, que é o que de fato diminui a dívida.

Existem várias formas de calcular o valor das parcelas, que são chamados Sistemas de Amortização, como é o caso das Tabelas Price, SAC e SACRE.

Cada um desses sistemas tem uma forma diferente de cálculo pra amortizar a dívida, e é isso que você vai entender no próximo tópico.

Quais são os tipos de sistemas de Amortização?

Ao pegar um empréstimo ou fazer um financiamento, é normal se preocupar com o valor da parcela e com a taxa de juros.

Mas o maior erro é não se atentar ao sistema de amortização, que tem impacto direto no valor da parcela e dos juros.

Pra não cometer mais esse erro, é importante entender que a maior parte desses sistemas de amortização implica em prestações mensais compostas pela amortização e pelos juros.

Guarde essa informação porque agora você vai conhecer as 3 principais formas de amortização de dívidas usadas no Brasil:

Tabela Price: Amortização Crescente e Parcelas Fixas

O Sistema Francês de Amortização (Price) é o campeão das instituições financeiras.

Se bobear, ele representa 95% dos contratos bancários e é muito usado em financiamentos de bens de consumo e produção.

Pra identificar a sua aplicação no contrato, é só observar suas principais características:

  • Parcelas iguais (fixas)
  • Amortização crescente
  • Juros decrescentes

Sabe o que isso significa?

Você vai pagar o mesmo valor em cada parcela, mas, no decorrer dos meses, os juros diminuem e a amortização aumenta.

É por isso que a prestação do Price é sempre menor que no SAC ou SACRE.

Não é à toa que ele é o queridinho dos bancos pra atrair mais clientes, não é mesmo?

Então, cuidado redobrado pra não sair prejudicado quando fizer um empréstimo!

Pra poder encarar as vantagens e desvantagens desses métodos, é sempre uma boa simular os cenários.

Pra isso, a melhor opção é a calculadora grátis do CJ.

Vem ver como fica um cálculo da Tabela Price pra entender melhor!

Exemplo de cálculo de Amortização da Tabela Price

Pra comparar os 3 sistemas de amortização, vamos usar o mesmo exemplo com todos eles.

Na ferramenta, insira esses dados no método Price:

  • Valor do Capital: R$ 30.000,00
  • Taxa de Juros: 2%
  • Prazo: 24 meses

Com esses valores, a simulação vai ser essa daqui:

Mês Prestação Amortização Juros Saldo devedor
1 R$ 1.586,13 R$ 986,13 R$ 600,00 R$ 29.013,87
2 R$ 1.586,13 R$ 1.005,86 R$ 580,28 R$ 28.008,01
3 R$ 1.586,13 R$ 1.025,97 R$ 560,16 R$ 26.982,04
4 R$ 1.586,13 R$ 1.046,49 R$ 539,64 R$ 25.935,55
5 R$ 1.586,13 R$ 1.067,42 R$ 518,71 R$ 24.868,12
6 R$ 1.586,13 R$ 1.088,77 R$ 497,36 R$ 23.779,35
7 R$ 1.586,13 R$ 1.110,55 R$ 475,59 R$ 22.668,81
8 R$ 1.586,13 R$ 1.132,76 R$ 453,38 R$ 21.536,05
9 R$ 1.586,13 R$ 1.155,41 R$ 430,72 R$ 20.380,64
10 R$ 1.586,13 R$ 1.178,52 R$ 407,61 R$ 19.202,12
11 R$ 1.586,13 R$ 1.202,09 R$ 384,04 R$ 18.000,03
12 R$ 1.586,13 R$ 1.226,13 R$ 360,00 R$ 16.773,90
13 R$ 1.586,13 R$ 1.250,65 R$ 335,48 R$ 15.523,24
14 R$ 1.586,13 R$ 1.275,67 R$ 310,46 R$ 14.247,57
15 R$ 1.586,13 R$ 1.301,18 R$ 284,95 R$ 12.946,39
16 R$ 1.586,13 R$ 1.327,21 R$ 258,93 R$ 11.619,19
17 R$ 1.586,13 R$ 1.353,75 R$ 232,38 R$ 10.265,44
18 R$ 1.586,13 R$ 1.380,82 R$ 205,31 R$ 8.884,61
19 R$ 1.586,13 R$ 1.408,44 R$ 177,69 R$ 7.476,17
20 R$ 1.586,13 R$ 1.436,61 R$ 149,52 R$ 6.039,56
21 R$ 1.586,13 R$ 1.465,34 R$ 120,79 R$ 4.574,22
22 R$ 1.586,13 R$ 1.494,65 R$ 91,48 R$ 3.079,57
23 R$ 1.586,13 R$ 1.524,54 R$ 61,59 R$ 1.555,03
24 R$ 1.586,13 R$ 1.555,03 R$ 31,10 R$ 0,00

Os valores totais foram:

  • Prestações: R$ 38.067,12
  • Amortização: R$ 30.000,00
  • Juros: R$ 8.067,21

Certo?

Dá uma conferida nas características da Tabela Price:

  • Parcelas idênticas
  • Juros decrescentes
  • Amortização crescente

Isso ocorre porque os juros são calculados sobre o saldo devedor do empréstimo no início desse mesmo período.

Pra ficar mais fácil de entender, olha só:

  • 1ª parcela - Os juros são calculados sobre o saldo devedor total financiado, ou seja, sobre R$ 30.000,00 (30.000,00 × 2%)
  • 2ª parcela - Os juros são calculados sobre o saldo devedor do mês anterior, ou seja, sobre R$ 29.013,87 (29.013,87 × 2%)
  • 3ª parcela - Os juros são calculados sobre o saldo devedor do mês anterior, ou seja, sobre R$ 28.008,01 (28.008,01 × 2%)

Perceba também que é a diferença entre o valor da parcela fixa (R$ 1583,13) e os respectivos juros que dá origem ao valor da amortização:

  • 1ª parcela - Amortização de R$ 986,13 (1583,13 − 600,00)
  • 2ª parcela - Amortização de R$ 1005,86 (1583,13 − 580,28)
  • 3ª parcela - Amortização de R$ 1025,97 (1583,13 − 560,16)

Por fim, nesse método, o saldo devedor é igual ao saldo devedor do período anterior menos a amortização do respectivo período.

Bem tranquilo, não é mesmo?

Então vamos conhecer o método SAC!

SAC: Amortização Constante e Parcelas Variáveis

Como o próprio nome revela, no SAC (Sistema de Amortização Constante), a amortização não muda!

Assim, os juros e o valor da parcela diminuem no decorrer do tempo, já que o saldo devedor diminui.

O SAC é muito usado nos contratos de financiamento de habitação.

Olha as suas principais características:

  • Parcelas decrescentes
  • Amortização constante
  • Juros variáveis

Assim, nos primeiros meses, a parcela inicial costuma ser bem alta por conta dos juros, mas ela diminui a cada prestação.

Bora ver como fica no exemplo pra entender melhor!

Exemplo de cálculo de Amortização do SAC

Ao colocar os mesmos valores do exemplo do tópico anterior na calculadora grátis, olha só como fica o financiamento:

Valor das Prestações

Nº Prestação Amortização Juros Parcela Saldo Devedor
0       30.000,00
1 1250,00 600,00 1850,00 28.750,00
2 1250,00 575,00 1825,00 27.500,00
3 1250,00 550,00 1800,00 26.250,00
4 1250,00 525,00 1775,00 25.000,00
5 1250,00 500,00 1750,00 23.750,00
6 1250,00 475,00 1725,00 22.500,00
7 1250,00 450,00 1700,00 21.250,00
8 1250,00 425,00 1675,00 20.000,00
9 1250,00 400,00 1650,00 18.750,00
10 1250,00 375,00 1625,00 17.500,00
11 1250,00 350,00 1600,00 16.250,00
12 1250,00 325,00 1575,00 15.000,00
13 1250,00 300,00 1550,00 13.750,00
14 1250,00 275,00 1525,00 12.500,00
15 1250,00 250,00 1500,00 11.250,00
16 1250,00 225,00 1475,00 10.000,00
17 1250,00 200,00 1450,00 8.750,00
18 1250,00 175,00 1425,00 7.500,00
19 1250,00 150,00 1400,00 6.250,00
20 1250,00 125,00 1375,00 5.000,00
21 1250,00 100,00 1350,00 3.750,00
22 1250,00 75,00 1325,00 2.500,00
23 1250,00 50,00 1300,00 1.250,00
24 1250,00 25,00 1275,00 0,00
Totais R$ 30.000,00 R$ 7.500,00 R$ 37.500,00 -

Dá pra notar que:

  • A amortização não muda
  • As parcelas diminuem
  • Os juros diminuem

Pra descobrir a amortização, é só dividir o valor financiado (R$ 30.000,00) pelo número de prestações (24) que você tem o valor da amortização constante (R$ 1250,00).

E o cálculo dos juros é simples também, é só multiplicar a taxa de juros do contrato pelo respectivo saldo devedor.

Pra exemplificar mais uma vez, olha só como ficam as três primeiras parcelas:

  • 1ª parcela - A taxa de juros do contrato (2%) é multiplicada pelo saldo devedor da primeira parcela, ou seja, R$ 30.000,00 (30.000,00 × 2%)
  • 2ª parcela - A taxa de juros do contrato (2%) é multiplicada pelo saldo devedor da parcela anterior, ou seja, R$ 28.750,00 (28.750,00 × 2%)
  • 3ª parcela - A taxa de juros do contrato (2%) é multiplicada pelo saldo devedor da parcela anterior, ou seja, R$ 27.500,00 (27.500,00 × 2%)

Enquanto isso, o valor da parcela é o resultado da soma da amortização e dos juros de cada mês:

  • 1ª parcela - Amortização (R$ 1250,00) + Juros (R$ 600,00) = R$ 1850,00
  • 2ª parcela - Amortização (R$ 1250,00) + Juros (R$ 575,00) = R$ 1825,00
  • 3ª parcela - Amortização (R$ 1250,00) + Juros (R$ 550,00) = R$ 1800,00

Tudo certo até aqui?

Então vamos conhecer o método SACRE!

SACRE: Amortização Crescente e Parcelas Variáveis

O SACRE (Sistema de Amortização Crescente) é uma mistura do SAC e do Price.

O objetivo desse sistema é permitir uma maior amortização da dívida.

Muito bom, não é mesmo?

Vem ver as principais características do SACRE:

  • Parcela recalculada a cada 12 meses
  • Juros decrescentes
  • Amortização crescente

Como o valor da parcela é reajustado a cada doze meses, os juros costumam ser menores que nos outros métodos.

E tem uma observação importante: é normal o saldo devedor terminar negativo nesse método.

Vem ver o exemplo pra ficar mais claro!

Exemplo de cálculo de Amortização do SACRE

Ao adicionar os dados na ferramenta grátis do CJ, a simulação fica assim:

como funciona o sistema de amortização Sacre

Viu só como acontecem mudanças a cada 12 meses?

Da 1ª até a 12ª prestação, o valor da parcela é fixo (R$ 1.850,00), mas ao final de cada período de doze meses, ela é recalculada com o novo saldo devedor.

Assim, as parcelas iniciais são mais altas e diminuem a cada doze meses.

Ana, e como são calculados os juros, a amortização e o saldo devedor no SACRE?

Anota aí:

  • Juros = saldo devedor anterior × taxa de juros
  • Amortização = valor da parcela − juros
  • Saldo devedor = saldo devedor anterior − amortização do mês

Tem 3 dicas bem importantes neste cálculo:

  • Dica 1: Ao final de 12 meses é necessário recalcular o valor da parcela. Pra isso, sempre considere o saldo devedor da última parcela do período para o próximo recálculo
  • Dica 2: Pra calcular o número de parcelas, use o prazo máximo da dívida menos o número de períodos que faltam pra amortizar.
  • Dica 3: Na última parcela, faça 2 reajustes pra garantir que o saldo devedor não vai ficar positivo, e sim zerado:

a) Substitua o valor da amortização pelo saldo devedor da penúltima parcela

b) Some a a amortização e os juros no valor da parcela.

Olha como isso acontece no exemplo:

  • Saldo devedor na 12ª parcela: R$ 13.234,89
  • Taxa de Juros do Contrato: 2%
  • Parcelas Remanescentes: 12
  • Valor da 13ª parcela: (13.234,89 ÷ 12) + (13.234,89 × 2%) = R$ 1.367,61

Tranquilo até aqui?

Viu só o motivo de dizerem que o SACRE tem uma natureza híbrida?

Ele pega emprestado características do SAC para o cálculo e recálculo das parcelas, e a metodologia do Price pra manter as prestações mensais constantes a cada 12 meses.

Agora, pra não restar dúvidas, vem dar uma olhada no comparativo completo entre os 3 sistemas de amortização!

Qual a diferença entre o sistema Price, SAC e SACRE?

Ao comparar os 3 sistemas, fica claro que o SAC e o SACRE têm menos juros a pagar.

Isso porque o valor das parcelas iniciais são mais altos e diminuem com o tempo.

Olha só a comparação no exemplo:

  Price SAC SACRE
Valor da Parcela Inicial R$ 1586,13 R$ 1850,00 R$ 1850,00
Valor da Parcela Final R$ 1586,13 R$ 1275,00 R$ 1367,61
Total da Amortização R$ 30.000,00 R$ 30.000,00 R$ 30.000,00
Total de Juros R$ 8.067,12 R$ 7.500,00 R$ 7.243,71
Total das Parcelas Financiadas R$ 38.067,12 R$ 37.500,00 R$ 37.243,71

As diferenças até parecem poucas, mas lembre que o exemplo foi de um financiamento de curto prazo e de um valor baixo.

Agora imagina o quanto isso pode representar em contratos de longo prazo!

A partir disso, dá pra notar que:

Price: parcelas fixas, mas valor final mais alto

O cliente paga mais juros no início do contrato, enquanto a amortização cresce devagarinho.

Ela encanta por suas prestações fixas do início ao fim, mas ao mesmo tempo cobra um valor final bem mais alto do que aquele que o seu cliente solicitou.

Por isso, não é à toa que ela é até hoje o método mais adotado pelas instituições bancárias.

E se é bom para os bancos, é provável que seja ruim para o seu cliente.

SAC: parcelas iniciais mais altas, mas valor final menor

Nesse modelo, como o saldo devedor diminui de forma constante, conforme o cliente paga as parcelas os juros também caem bastante.

Assim, apesar de ter parcelas iniciais mais altas, o SAC tem menos juros a pagar do que o Price, por exemplo.

Obs: Se a diferença entre os juros do Price (R$ 8.067,12) e do SAC (R$ 7.500,00) já é tão expressiva nesse exemplo de curto prazo, imagina só a longo prazo?

SACRE: o que menos cobra juros!

Apesar das prestações oscilarem, no final das contas, o SACRE é o sistema que menos cobra juros do seu cliente.

Em segundo lugar viria o SAC e só por último o Price.

Agora você domina as características de cada sistema e tem o software e as calculadoras do CJ pra fazer todos esses comparativos.

Podem tentar omitir o que quiserem no contrato bancário, nada mais vai passar despercebido por você. 😉

Agora que você já sabe tudo o que precisa sobre os sistemas de amortização, só falta uma coisinha…

Afinal, depois de se tornar um expert no assunto, não dá pra deixar passar o principal: o recálculo.

Como resolver o recálculo?

Você já deve ter notado nas tabelas lá em cima, mas não custa reforçar:

Todos os métodos de amortização citados (Price, SAC e SACRE) têm juros calculados de forma capitalizada, ou seja, juros sobre juros.

E se o sistema de amortização do contrato ainda for puro (sem inclusão de qualquer variável no saldo devedor), o saldo final tem que ser zero.

Ana, quais métodos são puros então? Os famosinhos Price, SAC, SACRE.

Com essas informações e a noção de que a capitalização de juros é permitida, desde que expressamente pactuada, já deu pra notar que esse ponto pode ser um dos grandes destaques da sua revisão?

E é aí que o negócio esquenta!🔥

Qual é então o melhor método pra requerer a substituição do Price, SAC ou SACRE, já que estes últimos praticam juros sobre juros?

Se a capitalização não estiver expressa no contrato, é possível adotar dois caminhos:

  • Método Gauss
  • Método de Equivalência a Juros Simples (MEJS) ou Método de Amortização a Juros Simples (MAJS)

Se você prestou atenção no começo do post, isso não vai ser nenhuma surpresa pra você: o Método Gauss não retira a capitalização de juros!🙀

Vem comigo saber os detalhes pra não vacilar.

Método Gauss: Não é só por que muita gente usa que ele está certo!

Muitos advogados e peritos usaram por muito tempo (e usam até hoje) o método Gauss como solução pra substituir o sistema de amortização do banco.

O que eles não sabem é que esse método não retira a capitalização dos juros!

Sem entrar muito no mérito, já que o foco não é adotar uma má estratégia, esses são alguns dos motivos que levam o indeferimento do Método de Gauss no Judiciário:

  • Não se trata de um sistema de amortização
  • Não remunera de forma adequada o capital emprestado
  • Não considera a evolução dos juros mês a mês

O método Gauss pega um fator de ponderação fixo e devolve os juros com base nisso.

Por exemplo, se os juros são fixados em 2% ao mês, eles precisam ser devolvidos também em 2% ao mês. Certo?

Mas o Gauss não faz isso, pois seu fator de ponderação é fixo.

Prova disso é que o próprio STJ já destacou em algumas decisões que o Sistema Gauss carece de consistência matemática, pois não se realiza no regime de juros simples.

Então, se o método Gauss não realiza o recálculo a juros simples, por que você vai insistir na substituição por ele?

Não faz sentido!

Ana Paula, então qual é a melhor saída?

É isso que você vai ver agora!

MEJS ou MAJS: A verdadeira solução do recálculo a juros simples!

Existe um método que consegue realizar o recálculo do contrato certinho…

Esse método é o MEJS (Método de Equivalência a Juros Simples), também conhecido como MAJS (Método de Amortização a Juros Simples).

Olha só como ele funciona:

1) Evolui o cálculo de forma que sobre a amortização e a parcela, haja a incidência de juros sobre juros 2) Salda a dívida com a devolução ao banco da exata taxa contratada

Ana, tem fundamento jurídico pra esse método de cálculo?

Não, e não há problema em não ter.

Se você comprova por A mais B que existe uma capitalização de juros não expressa no contrato do seu cliente, requerer a substituição por um cálculo a juros simples é uma questão de matemática, não de interpretação.

Até porque de nada adianta você requerer a substituição do Price por SAC ou SACRE, já que neles existe, sim, a capitalização de juros.

E lembre que além da exclusão da capitalização de juros, é possível requerer pra:

  • Análise dos juros pactuados, assim como sua efetiva aplicação no contrato
  • Apuração da comissão de permanência com incidência simples
  • Exclusão de tarifas indevidas
  • Apuração de valores pagos a maior e o seu recálculo
  • Recálculo das parcelas em atraso, sem juros acumulados

Lembra que você viu cada um desses pontos lá no post sobre os 5 Abusos Bancários mais comuns no contrato do cliente?

E cuidado com métodos equivocados que não adotam um recálculo a juros simples, isso é o mesmo que trocar seis por meia dúzia.

Mas com todas essas informações e o CJ pra auxiliar nos cálculos, não tem erro, não é mesmo?

Me conta o que você achou do conteúdo e do software nos comentários!

Conclusão

Bom, não tem outro jeito…

Pra garantir o melhor para os seus clientes, é indispensável conhecer os sistemas de amortização, as suas características e as vantagens e desvantagens de cada um deles.

E é por não conhecerem esses métodos que milhares de pessoas caem no papo dos bancos todos os dias e firmam contratos abusivos.

A boa notícia é que todas essas pessoas são potenciais clientes seus e, com tudo o que viu aqui, agora você já pode ajudar elas a não pagarem mais do que deveriam.

Afinal, olha só a quantidade de coisas que você descobriu neste post do blog do CJ:

  • O que é Amortização?
  • Quais são os tipos de sistemas de Amortização?
  • Quais as diferenças entre eles?
  • Comparativo Final: Price, SAC e SACRE!
  • Como resolver o recálculo?
  • E muito mais!

Com isso e com o CJ ao seu lado, você tem tudo o que precisa pra se especializar no Direito Bancário.

Afinal, além de um software de cálculos bancários rápido, simples e preciso, você encontra o combo completo pra começar hoje mesmo a atuar na área bancária:

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Se você curtiu esse post, aproveita e conta aqui nos comentários!

Até logo!

Perguntas frequentes sobre sistemas de amortização

O que é sistema de amortização SAC ou Price?

SAC é o Sistema de Amortização Constante e Price é o Sistema Francês de Amortização.

Como funciona a Tabela Price e SAC?

Na Tabela Price, as parcelas são fixas, a amortização é crescente e os juros são decrescentes. No SAC, as parcelas são decrescentes, a amortização é constante e os juros são variáveis.

Qual a característica básica de um sistema de amortização SAC?

No SAC, os juros e o valor da parcela diminuem no decorrer do tempo, já que o saldo devedor diminui.

Quais os sistemas de amortização mais utilizados?

Price, SAC e SACRE.

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